Os mitos do desenvolvimento pessoal

Eu acreditei em muitos. E possivelmente ainda acredito em alguns. E acredito que, no seu devido momento, a minha mente vai despertar para esses também e constatar a ilusão que são.

O chamado “desenvolvimento pessoal” leva-nos para um mundo novo onde, muitas vezes, são as promessas de uma vida nova, melhor e recheada de tudo aquilo que queremos que nos atrai.

Eu lembro-me de ter assistido ao filme “O Segredo” e ter, a partir daí, descoberto um novo mundo: um mundo que me trouxe alegrias, mas também me permitiu cair muitas vezes e viver momentos de medo e desespero que não tenho memória.

Quedas que fizeram parte do caminho. Obstáculos que me mostraram a irrealidade dos mitos em que eu acreditava – mitos sobre desenvolvimento pessoal, a vida, trabalho, dinheiro, família… acima de tudo, sobre quem eu pensava que era.

No entanto, há algo que a vida me ensina a cada instante: ACEITAÇÃO.

Aceitar não é concordar. Aceitar é não querer mudar o que já É, agora.

Eu posso mudar, daqui a um segundo. Resistir ao que é AGORA, não adianta nada.

E na minha experiência, QUERER MUDAR é resistir. O querer não é a força que nos move. A força que nos move é o AMOR. E esse, surge naturalmente, quando largamos os nossos quereres, quando nos rendemos ao que é, quando deixamos de ter medo e de querer controlar.

Talvez esse seja o maior desafio: deixar de ter medo. Confiar.

Durante muitos anos acreditei que era possível mudar tudo, que temos que ir ao encontro das nossas feridas interiores, curá-las, perdoá-las. Neste blog irás encontrar muitos textos sobre isso.

Hoje… acredito que as feridas, quando existem, se mostram no momento presente. E curar uma ferida não é encontrar a sua causa. Se eu me cortar com uma faca, saber que me cortei com uma faca enquanto estava a descascar uma cenoura não vai fazer a ferida desaparecer. Curar a ferida aberta, neste preciso instante, desinfectá-la ou lavá-la, colocar um penso se for preciso, ou simplesmente deixá-la ao ar, aceitando a sua realidade e permitindo a sua cura, é o melhor que posso fazer.

Só que fazer isso para as nossas feridas emocionais nem sempre é fácil. E é muito sedutor ir à procura de bodes expiatórios no passado. Muito mais sedutor para o ego: podes mudar todas as circunstâncias da tua vida para aquilo que tu QUERES!

Objetivos. Quadros de sonhos. Força Interior. Fazer acontecer. Positividade. Otimismo.

E tudo isto leva-nos onde?

O que continuamos a acreditar sobre nós mesmos?

Quando é que o ciclo de QUERER acaba e simplesmente relaxamos, confiando na VIDA, no AMOR, em NÓS?

Porque podemos dizer que confiamos em nós, que nós somos a vida, que isto e aquilo, mas depois… temos medo do que comemos, do que dizemos, do que os outros dizem, do que os outros fazem… e temos que fazer, fazer, fazer para nos sentirmos vivos e realizados…

Onde está a confiança?

Onde está o AMOR?

Acredito que começarmos por observar as incongruências em que “caímos” é fundamental para “acordarmos”, para começarmos a reconhecer quem realmente somos e a deixar de lado as histórias. Até podem ser histórias bonitas, mas enquanto forem histórias, não passam de fantasias sobre quem realmente somos.

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Foto: The Work Of Byron Katie (Facebook)
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