Nós, pais e mães, personalizamos TUDO

Isto porque personalizamos tudo enquanto seres humanos.

No entanto, no relacionamento com os mais pequeninos, pode ser mais fácil ver como personalizamos e conseguir saltar fora desse hábito, que condiciona a forma como interagimos com os nossos filhos.

Eles não fazem “birra” para nos chatear, para testar os nossos limites, para nos envergonhar em frente de outras pessoas. Eles não nos fazem nada a nós.

Eles estão a viver a vida deles, a conhecer o mundo deles e a conhecer a forma de interagir com os adultos (e crianças) que têm à volta deles.

Vamos começar por ver as coisas de outra forma?

O relacionamento com os nossos filhos é normalmente visto como “o que eles fazem que não deviam fazer” ou “o que eles não fazem que deviam fazer”.

Já pensaste que um relacionamento tem dois lados?

A nossa parte. E a parte deles.

Porque vemos sempre a parte deles, e especialmente a parte que não gostamos?

Será que existe algo neste relacionamento que nos pode ensinar a olhar para dentro e a crescer enquanto seres humanos? Em vez de quereremos continuar a mudar os outros? Neste caso, os nossos filhos.

O primeiro passo é pararmos de olhar para eles através da perspetiva de que eles testam os nossos limites. Eu não imagino como será viver anos da minha vida a ser testada, seja por quem for!

A forma como escolhemos ver as situações, determina a forma como vamos viver essas situações.

Na minha experiência, o meu filho não me testa. Ela experimenta. E é claro que se eu tenho uma reação que ele acha piada, ele vai repetir o que fez para ver se eu volto a ter a mesma reação. Está a testar-me? Eu não vejo dessa forma. E como não vejo, não me chateio com ele. E ao não ficar chateada com ele, consigo ter uma resposta mais calma, mais presente e normalmente mais amorosa para com ele.

Há alturas em que me sinto irritada? Claro que há. Mas é nesses momentos que é tão importante eu lembrar-me que nunca estou irritada pela razão que imagino (UCEM) e sim porque estou a sentir algo que não gosto e a pensar algo que não está de acordo com a realidade. O meu pensamento é que está equivocado.

Vou dar-te um exemplo.

Eu decidi que quero sair de casa às 10 da manhã. Começo a olhar para as horas e ver que não vou conseguir sair a essa hora. “Eu devia ter acordado mais cedo. Eu devia ter feito as coisas de forma mais rápida. O Luís devia ter-se arranjado primeiro. O Rodrigo não devia estar de pijama, já devia estar vestido.” E a mente vai no seu carrossel de ideias, em vez de estar presente com aquilo que está a acontecer: estamos todos a arranjar-nos para sair. No meio disto tudo, se deixo a mente vaguear, qualquer coisa é motivo para me irritar. E mais, se deixo a mente vaguear, vão ocorrer muitas situações para me irritar!!!

Quanto mais presente estou no momento, mais eficazes são as minhas ações, a probabilidade de conflitos é menor e eu estou em paz. E está sempre tudo bem!

Contudo, para praticarmos isto, temos que assumir total responsabilidade pelo que sentimos. É um passo decisivo, assim como muito difícil. No entanto, é um passo fundamental para que possamos começar a viver os nossos relacionamentos de uma forma mais profunda e através do amor que realmente os nutre, e não através da culpa e do medo.

SDC14277

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s