Que autoestima queremos?

Uma autoestima que depende de como o nosso corpo parece, dos bens materiais que temos ou não temos, dos nossos relacionamentos, do nosso trabalho e dos nossos sucessos?

Ou uma autoestima que está ancorada na nossa essência, naquilo que verdadeiramente somos e não muda com o tempo?

Queremos estar dependentes do que muda com o tempo ou queremos descobrir aquilo que somos, e em nada pode ser tocado pelas mudanças que percecionamos?

Gostamos de nós pelo que somos ou pelo que aparentamos ser?

É que se gostamos de nós quando temos sucessos, vamos passar um mau bocado quando a experiência do insucesso surgir.

Se gostamos de nós porque o nosso corpo é assim e assado, vamos nos sentir bastante mal quando o corpo mudar.

Se gostamos de nós porque somos bons a fazer determinada coisa, como será se um dia não a pudermos fazer?

É importante lembrar que sempre que colocamos a nossa felicidade fora, mais dia menos dia vamos ser confrontados com essa ilusão.

Se idolatramos um ídolo fora do amor que somos, completo e que, esse sim, nos dá tudo, vamos ter que descobrir que esse ídolo não é a felicidade.

Não por castigo, mas porque não é mesmo a nossa felicidade, estávamos enganados e só podemos ver o engano quando o enfrentamos!

Se dermos conta dos ídolos que fazemos para “nos fazer” felizes, podemos ter um choque e ficar com medo. Afinal, como vou ser feliz sem isto? Como vou ser feliz assim?

A mente só quer a felicidade porque se acha infeliz e miserável? Quem procuraria a felicidade num carro, numa casa, numa peça de roupa, em 3 ou 4 quilos a mais ou a menos quando sabia que a sua fonte de amor estava dentro de si mesmo?

A felicidade nunca pode ser encontrada “fora”, pois aí ela irá desaparecer um dia.

Podemos ver a felicidade refletida, mas para vermos o seu reflexo é preciso aceitá-la na sua origem: no que somos!

Essa é a verdadeira autoestima!

Uma autoestima que começa por dentro. Não nas caraterísticas da personalidade (já repararam que essas também são duais? podemos ser simpáticos um dia e antipáticos no outro), mas na impermanência do silêncio e do vazio interior.

Um vazio tão cheio, tão infinito, que não precisa de nada para se completar!

Um vazio sem opostos e onde os opostos deixam de ser importantes. Um vazio onde os opostos podem ser desfrutados, mas sem idolatria!

Aqui a aceitação acontece naturalmente, sem querer mudanças e deixando que as mudanças aconteçam no seu próprio ritmo. O ritmo que nos mostra a expansão do amor!

Que autoestima queres?

 

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