O milagre do silêncio

É fácil confundirmos quem somos, esquecendo-nos que somos o AMOR que permeia tudo e todos, e não um corpo, limitado a um espaço e tempo.

É fácil esquecer que o corpo também é um efeito, também é uma projeção da mente.

Regressar ao silêncio interior.

Pedir um milagre.

Relembra-nos de quem realmente somos e centra a mente no amor. 

Quando estamos centrados no silêncio amoroso dentro de nós, a nossa energia é muito mais elevada, as ideias fluem com facilidade e mais vontade temos de expandir o nosso bem-estar!! 

No dia a dia, nas situações práticas, o silêncio interior é o aliado tranquilizante mais eficaz que podemos ter.

No trânsito, numa reunião de trabalho, quando estamos a desenvolver um projeto, quando temos imensas tarefas para concluir, no relacionamento com os outros, nas dúvidas que temos sobre nós, etc.

Tantas e tantas situações que, se forem vividas através da consciência do silêncio interior, podem tornar-se mais leves, mais inspiradas e inspiradoras, e acima de tudo, podem tornar-se uma luz de amor.

Como seria viver os nossos dias em amor, e não em medo?

Quando discutimos com alguém é porque temos medo.

Quando dizemos que sim, quando queremos dizer não, é porque temos medo.

Quando nos sentimos ansiosos é porque estamos com medo.

O medo toma várias formas, mas não precisa tomar conta da nossa vida.

O amor, esse sim, é o dono da nossa vida, porque é o que nós somos. Só que nem sempre nos lembramos SÓ do amor.

E de nada vale falar do amor. Vale a pena abrir a mente e o coração à possibilidade de viver sem medo, pois dessa forma estamos a abrir caminho para estarmos conscientes de nós. O amor surge, tal como o sol quando as nuvens desaparecem.

Sempre esteve lá. Sempre presente, luminoso, cheio de energia.

Como é que sentimos amor no trânsito? Quando estamos atrasados para o trabalho ou um compromisso?

Focando-nos no silêncio da nossa mente e pedindo um milagre, ficamos em paz, independentemente das horas, do trânsito ou dos compromissos. Acabamos por perceber uma perfeição maior de estar no local certo, na hora certa. Estamos em paz, mesmo que cheguemos atrasados ao local de destino. Estamos em paz no AGORA.

Como é que sentimos amor no meio de uma discussão com alguém? Ou quando alguém “nos faz mal”?

Sentimo-nos em paz quando aceitamos o que sentimos, quando damos espaço aos nossos pensamentos e sensações para serem o que são, sem os valorizarmos. Observamos e estamos abertos a uma sabedoria maior do que os pensamentos habituais que julgam pelos comportamentos, pelos devias e por todas as ideias preconcebidas. Aceitamos a paz para além das emoções e dos julgamentos, entramos no espaço de silêncio interior, respiramos fundo e sentimo-nos bem.

Sentirmo-nos bem passa a ser o nosso objetivo. 

Acima de tudo, a paz é o nosso objetivo.

 

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