Uma ou infinitas possibilidades?

Ontem diziam-me que nós estamos a ver tudo o que já aconteceu, já foi decidido, já está traçado, destinado.

Já escolhemos todo o nosso currículo e agora é só observar esse desenrolar de acontecimentos.

Quando me perguntaram a minha opinião, disse sinceramente: “Não sei! Não faço a mais pequena ideia.”

Ontem à noite, quando a conversa surgiu na minha mente, o “Não sei” ganhou uma nova possibilidade: existem vários caminhos, várias possibilidades para este momento (e os seguintes), e testemunhamos na nossa experiência consoante as formas de pensamento a que nos apegamos!

Já li isto várias vezes, acho que é o que a Física Quântica diz, se calhar até já escrevi sobre isto.

Mas entre o escrever, entre o ler e entre o sentir cá dentro… ui o caminho que vai!

E tenho lido muita coisa nos últimos anos, pensado outras tantas, mas certezas, cada vez menos! Graças a Deus!

Contudo, é óbvio que a mente às vezes procura respostas, tenta entender. Sabe bem saber que não existe nenhuma verdade absoluta, e o que hoje me parece válido, amanhã pode não ser.

Cada vez mais vivo a vida dessa forma, aceitando o momento presente, com as certezas e incertezas que a mente oferece, sabendo, que  nada é absolutamente verdade ou absolutamente mentira.

Existem conceitos que podem ser extremamente úteis hoje e amanhã não serem.

Existe algo que é sempre válido para mim: ouvir a voz do meu coração, sentir o que é certo para mim num determinado momento (certo no sentido de ser o meu caminho naquele momento).

Acreditar que tudo está pré determinado e que nós somos meros espectadores, sem qualquer poder sobre o que vemos ou experimentamos, não faz sentido.

Como muitas das teorias com as quais me vou deparando não fazem. E se calhar até são verdadeiras. Quem sabe?

Se a nossa verdadeira identidade é o AMOR, se somos tal como Deus nos criou, se Deus está em tudo o que eu vejo, e se os milagres podem substituir todas as mágoas, então um mundo de medo pode ser substituído por um mundo de amor. Então existem pelo menos duas versões do mundo!

Isto sou só eu a divagar…😉

O que realmente importa agora é o silêncio que permeia este instante, onde nenhuma resposta é procurada, porque não existe nada para encontrar. Neste silêncio todas as ideias descansam e dão liberdade ao Ser para manifestar o seu Amor.

No meio de tanta treta mental, o que interessa é o AMOR, o AMOR que podemos mostrar uns pelos outros.

O AMOR que podemos sentir AGORA, por nós mesmos e por todos e tudo à nossa volta. Um senso de aceitação, de fluidez, de carinho. Um abraço invisível que toca para além da forma.

Será a partir daí que nascem as possibilidades? Ou relembrar esse amor leva-nos no sentido de possibilidades mais amorosas?

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