Queremos mudar tudo

A nossa vida, o mundo, os outros, a nós mesmos… o governo, o trânsito, os preços, o chefe, o trabalho, isto e aquilo.

A nossa cabecita anda sempre numa roda viva a tentar encontrar a próxima situação, caraterística, pessoa, coisinha para mudar, para que possamos sentirmo-nos bem e felizes. Sim, porque a nossa felicidade depende dessas mudanças, e se tudo fosse diferente, éramos as pessoas mais felizes do mundo!

Éramos?

Duvido!

Duvido mesmo!

É fácil, muito fácil, cair na roda emocional da nossa mente (e como mulher, concordo com o que o Eckhart Tolle diz nos seus livros sobre a síndrome pré-menstrual, e acho que o meu marido também ehehehehe).

É mais fácil quando alguém nos chama a atenção dizendo que estamos “novamente” num registo emocional de memórias.

É mais fácil quando já sabemos que isso acontece e que podemos observar, não julgar, e que não temos nem podemos controlar as emoções que surgem.

O julgamento é algo constante na nossa mente. E quando não se vira para os outros, vira-se para nós. (Quando é para os outros também é para nós, mas não diretamente).

“Como pode alguém, que sabe como gerir emoções, que sabe que os milagres acontecem, que isto e aquilo, sentir estados emocionais negativos?”

Eu não sei que a Byron Katie ou o Eckhart Tolle (falo neles porque gosto de os ouvir/ler) sentem estados emocionais “negativos” ou não. Mas isso não interessa nada. Eu às vezes sinto.

E isso mostra-me e ensina-me a lidar com a minha mente, a encontrar-me no meio da agitação mental, a encontrar o AMOR que sempre aqui esteve. Ensina-me a respirar conscientemente. Ensina-me a amar mais do que julgar. Ensina-me a olhar para mim e para os outros com tolerância. Ensina-me que os outros também têm dias em que são “assaltados” pelas suas memórias emocionais e os seus pensamentos “loucos”.

Ensina-me a amar-me pelo que SOU e não pelo que penso que sou.

Ensina-me a aceitar, não só os meus clientes (que é fácil não julgar e estar plenamente presente em ponto zero com eles), mas também as pessoas que me rodeiam no dia-a-dia e conhecem todos os meus “botões emocionais”.

Ensina-me a perdoar.

Ensina-me a ouvir-me.

Ensina-me a aprender. Ensina-me o que é ensinar.

Ensina-me que querer mudar não adianta nada e que aceitar plenamente o que sentimos, mesmo quando dói, cura!

Ensina-me que só o AMOR É REAL e é só isso que todos buscamos.

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