Redenção

Imagem: Google Images

A nossa mente confunde, muitas vezes, redenção com apatia.

A forte necessidade de controlar a vida, a nós mesmos, os outros e as circunstâncias, leva-nos a rejeitar a ideia de que a Vida acontece naturalmente, sem que tenhamos que mudar e controlar tudo o que acontece.

Quando comecei a ler livros de desenvolvimento pessoal e a entrar neste “aparente” mundo de auto-ajuda, o mote parecia ser o que posso fazer para melhorar a minha vida, para viver feliz para sempre e ter tudo aquilo que quero.

Quase todos os livros prometem mudanças fabulosas, realizações estrondosas e uma nova vida. “É preciso mudar” tornou-se o lema: mudar as nós mesmos, mudar o mundo, mudar os outros (ah, não se diz mudar os outros, porque ninguém muda ninguém, mas já se pode dizer influenciar ou inspirar os outros a mudar).

As minhas grandes mudanças e descobertas interiores não aconteceram quando eu QUIS mudar, mas sim quando eu NÃO QUIS mudar.

O querer mudar implica uma falta de aceitação do que é. Por não querer as coisas como elas são, quero mudar, fazer algo diferente, pensar de forma diferente, sentir de forma diferente. Qualquer coisa serve desde que não seja o que é agora!! Pode ser UNIVERSO?????

Acham que esta energia é pacífica, amorosa e harmoniosa? Ou sem tantos conceitos, sabe bem interiormente?

Quando não queremos mudar, existe uma rendição ao momento. Ao que já É nesse momento.

“Ah, mas nós podemos mudar o que é. Podemos agir. Podemos pensar diferente. E então vamos ter resultados diferentes.”

De acordo! Mas que parte de nós é que tem tanta necessidade de agir diferente, fazer diferente, pensar diferente? Que parte da nossa mente é que faz esse jogo todo?

Se temos um poder interior tão grande quanto lemos. Se somos seres infinitamente inteligentes e poderosos, será necessário tanto trabalho e esforço para ser feliz e viver em paz?

Precisa a felicidade de manutenção constante?

Para mim, render-se não é inatividade. É aceitação da Vida. E quando aceitamos a Vida aceitamos quem somos, aceitamos os outros e a aceitação vai gerando uma mudança natural dos nossos pensamentos e sentimentos.

Aceitar a vida como é vai desfazendo a identificação com o passado. Vai desfazendo o medo porque é uma demonstração de confiança no amor e não no medo.

E se aceitamos, amamos. E o amor cria as mudanças que são necessárias na nossa experiência. Sem esforço.

Render-me é confiar.

Confiar é saber que só o amor é real.

É viver hoje, aqui e agora.

É deixar sentir o que há para sentir.

É experimentar o que há para experimentar.

É escutar o outro.

É aceitar que a mente lança julgamentos e saber que posso simplesmente aceitá-los, sem precisar reagir ou agir sobre os mesmos.

É seguir a intuição, sabendo que tudo é perfeito como é.

É aceitar o que a mente julga como bom e como mau.

É não aceitar quando não me apetece aceitar.

É respeitar o que sinto.

É deixar de lado as teorias e VIVER!

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