Carrossel

Ontem um post meu no Facebook com a seguinte frase de Krishnamurti:

Todos os nossos ideais, por mais sublimes, sedutores e belos que sejam,nada significam.Porque criam conflito entre o que é e “o que deveria ser”.
Levantou uma troca de ideias bastante interessante!

É interessante ver como a nossa mente adora palavras e se prende a elas de uma forma brutal!

Tenho aprendido cada vez mais a ouvir para além das palavras, a ver para além dos comportamentos e a sentir para além do que as emoções transmitem.

Os sentidos enganam porque as nossas perceções são sempre nossas. Partem de nós e regressam a nós através dos outros.

Acharmos que os outros pensam isto ou aquilo só pela nossa interpretação do que está escrito é tão limitador e enganador. Só que nem nos apercebemos disso!! Achamos que é normal interpretarmos tudo e todos!

Nunca disseste sobre alguém: “Eu já lhe tirei a pinta?”, “Eu conheço pessoas desse tipo”, “Eu nunca me engano sobre as pessoas.”?

Será que realmente conhecemos alguém? Ou conhecemos comportamentos? Tendências de comportamento? Tendências de atitudes?

E quando limitamos alguém ao que nós pensamos sobre ela, estaremos a dar espaço a essa pessoa de exprimir tudo o que vai dentro dela, para além daquilo que ela própria está habituada?

Damos espaço a nós mesmos para irmos para além daquilo a que estamos habituados?

E quando achamos que alguém é assim ou assado, seja bom ou mau, não é um ideal que temos sobre esse alguém? Umas vezes deveria ser assim, outras vezes não! Por isso uns dias gostamos, outros não!

E vivemos numa luta entre o que a mente acha que deveria ou não deveria… e o que é!

Tanto para nós, como para os outros, como para as situações! Vivemos num carrossel de ideias tolas sobre nós e a vida, sem nos darmos conta que não somos o carrossel, e que a qualquer momento podemos saltar fora e observar as suas ondulações, sem termos que ficar afetados por elas!

E mais, podemos deixar que cada um viva no seu carrossel o tempo que quiser!

O amor não existe por causa do carrossel, ele existe porque sim, porque simplesmente É! E está connosco, quer queiramos andar nos altos e baixos do carrossel, quer escolhamos saltar fora!

Como seria se não quisesses interpretar o que o outro te diz? Como seria apenas ouvir o outro?

Como seria amar as pessoas que passam por ti apenas por elas existirem e não pelo que fazem ou dizem?

Imagem: Google

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