Insegurança

Quantas vezes nos damos conta de inseguranças interiores em relação a tantas e tantas coisas?

E o que fazer com as inseguranças que surgem?

Sabem o que tenho feito com os padrões de insegurança que surgem na minha mente? NADA!

Simplesmente entrego-os ao silêncio e espaço interior, que é sábio e sabe mais mais do que eu (quando estou identificada com essas inseguranças), e deixo-me guiar pelo bom-senso e pelo que faz sentido no momento fazer (ou não fazer).

Temos tendência para querer mudar os padrões de insegurança e querer sentir segurança e confiança. Tanto querer junto só pode surgir numa mente que está insegura.

Uma mente segura de si não precisa de nada, simplesmente vive a vida conforme ela for surgindo.

Como não confiamos na vida achamos que temos que planear o que é melhor para nós e por isso, uma pessoa confiante e segura está nos modelos que queremos para nós.

Será que precisamos seguir modelos?

A minha experiência, tanto pessoal como profissional, tem-me feito questionar muitos pressupostos básicos que são ensinados e difundidos em livros e workshops de desenvolvimento pessoal. Já acreditei em muitos desses pressupostos, para contrabalançar as minhas inseguranças, para me sentir em controlo.

Se esses pressupostos são úteis para ti em determinado momento, óptimo. Mas é preciso lembrar que eles não são a verdade absoluta, e que podem ou não ser úteis. Hoje podem ser úteis e amanhã não ser. Podem ser úteis para outras pessoas e não para ti, e vice-versa.

Existe muito a ideia de modelar as pessoas que têm sucesso, que conseguem alcançar grandes feitos na sua vida. Essas pessoas modelaram alguém ou foram elas mesmas?

Ah, e não acredito que exista alguém que não sinta inseguranças. De que forma lidam com elas? Isso faz toda a diferença!

Eu posso identificar-me com os padrões de insegurança, ou saber que são apenas pensamentos e emoções que estão aqui para que eu posso reconhece-los e aceitá-los. E aceitar não é mais do que reconhecer a sua presença e permitir que sejam o que são: pensamentos e emoções.

Quando te sentes inseguro/a, tens vontade de mudar isso, certo?

Experimenta apenas sentir a insegurança, senti-la. Dá-lhe espaço. Ela já está presente!!!

Quando não queremos mudar o que sentimos, dá-mos espaço às emoções que surgem e dessa forma elas surgem, são processadas e dissolvem-se. Quando resistimos, agarramos as emoções e a sua história.

A insegurança deixa de ser uma emoção para nos dizer que somos uma pessoa insegura!!!!

De observador consciente passamos a personagem inconsciente!

O que preferes?

One thought on “Insegurança

  1. Eu fico muito intrigado de onde você tira essas ideias tão criativas e inteligentes. Certas vezes parece que você desconstrói muitas das coisas que estou ”tentando aprender”, por assim dizer… Escreva um livro e será um grande feito. As pessoas precisam compartilhar essas sus ideias.

    Abraços fraternos,

    Cadu.

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