Informação

Costumo dizer que às vezes é bom ter informação, outras vezes nem por isso.

O que é que quero dizer com isso?

No mundo do desenvolvimento pessoal a auto-ajuda circula muita informação útil e muita informação que apenas confunde.

Lembrem-se que apenas estou a falar da minha experiência e se para vocês toda a informação for útil, óptimo.

Por exemplo, quando sabemos que não somos as nossas emoções e que nos podemos distanciar das mesmas e das histórias que a nossa mente conta é fundamental quando o conflito emocional se instala.

Além disso, o julgamento é um hábito da nossa mente. Acontece sem o nosso esforço consciente. Quando acreditamos que temos que controlar o julgamento, que temos que mudar os pensamentos negativos para pensamentos positivos, entramos numa espiral de esforço que acaba por não ter fim – a mente dualista tem sempre informação dual para processar.

Se soubermos que não precisamos mudar nada e apenas tomar consciência, sabendo que nem os julgamentos positivos nem os negativos são absolutamente verdadeiros, a experiência torna-se mais leve e permite-nos aceitar  a nós mesmos e aos outros de uma forma bem mais aberta.

Não acho útil julgarmos a nossa forma de vida hoje como prejudicial e tentarmos mudar as nossas ideias para novas ideias, seguidas em livros ou outros autores, sem as questionar, validar e experimentar por nós próprios.

O que nos garante que aquilo que funciona para os outros funciona para nós?

Quando nos agarramos a novas ideias estaremos realmente a mudar ou estamos no mesmo baloiço dual, em que mudamos a crença de um lado para o outro?

Ouço várias vezes pessoas nesta área dizerem para não acreditarem nelas, para experimentarem por elas, confirmarem a sua realidade interior. E isso faz sentido para mim.

Porquê que eu haveria de acreditar no que está escrito num livro? Só porque isso demonstra a experiência de alguém?

Isso apenas me mostra que isso é verdade e tem significado para quem escreveu. É preciso que faça sentido dentro de mim e me traga paz.

Questionar as tantas “verdades” que são disseminadas neste mundo é fundamental, e acima de tudo, seguir o nosso próprio coração.

Todos temos imensas crenças para questionar, ideias e memórias que nos limitam. Para quê arranjar mais?

Há informação que é útil, quando nos liberta de deveres, de obrigações e apelam à nossa verdadeira natureza inteligente, intuitiva e amorosa.

Os meus clientes, às vezes, têm muitas perguntas que gostariam de ver respondidas sobre a vida, sobre o universo, e, na maioria das vezes a minha resposta honesta é “não sei”.

Porque não sei mesmo. Já li várias explicações e a minha mente até consegue construir algumas. Será alguma verdadeira?

Quem sabe?

Então, para quê viver amarrado a ideias sobre a origem do universo, das memórias, para quê que esta vida serve, porquê que isto acontece, e outras tantas coisas, se a vida está a acontecer agora e só isso interessa AGORA?

É que todas essas ideias podem mudar… e será que algum dia saberemos a verdade absoluta?

Para quê nos preocuparmos com isso?

Acho que é apenas uma forma da mente fugir à vida que está a acontecer agora, a tentar compreender o passado, o presente e o futuro, sem o viver realmente!

Esse tipo de informação não  me parece útil e a mim, não me ajuda em nada!!!

O que me traz para este momento e desperta a simplicidade do meu Ser, isso sim, é útil para mim em determinado momento.

E até pode não ser a mesma coisa que foi ontem ou vai ser amanhã… nem quero saber!

É útil agora? BOA!!!

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