Mudanças

Quantas coisas queres mudar na tua vida?

O que não gostas em ti que gostavas de mudar?

O teu foco no dia-a-dia está naquilo que queres mudar ou está na abundância de alegria e coisas boas que permeiam e inundam a tua experiência?

Vivemos num momento onde parece que a mudança é a ordem do dia, contudo, é apenas um querer mudar e baseado em quê?

Mudar situações? Mudar pessoas?

As mudanças verdadeiramente efectivas são aquelas que partem do coração e que aceitam as circunstâncias como elas são. São mudanças de perspectiva.

Há situações que nós podemos mudar.

Não há pessoas que nós possamos mudar.

Mesmo quando falamos de nós. Quando nos queremos mudar, a sensação interior é de paz? De alegria? De aceitação de quem somos?

Amar quem somos por sermos exactamente como somos é um passo de gigante e muito arrojado para as mentalidades pequenas e julgadoras a que estamos habituados.

Estamos tão identificados com os nossos processos mentais e com os nossos comportamentos, que nem nos apercebemos de uma dimensão mais profunda dentro de nós que observa e testemunha esta realidade, e que tem o poder de decidir: medo ou amor.

E medo é um estado interior. E amor é um estado interior.

Podemos escolher um dos dois. Contudo, não podemos escolher quando o medo surge. Mas podemos escolher acreditar nele ou não.

Quando queremos mudar o medo, quando queremos mudar a raiva, a tristeza, a dor, ela acentua-se ainda mais dentro de nós.

A principal alavanca da mudança é a aceitação das emoções que surgem dentro de nós e dos processos mentais que são criados.

Tu sabes o que vais sentir e pensar daqui a 5 minutos?

Surge!

Acontece!

Quando deixamos de querer mudar o que pensamos e o que sentimos, passamos a estar conscientes de uma presença observadora muito mais profunda dentro de nós, e passamos a ter maior poder de decisão entre o medo e o amor.

E para mim amor É.

Não há muitas palavras para descrever, aliás, não há palavras para descrever… mas sei que tu, quando decides escolher pelo amor sabes o que isso é.

Todos sabemos. Podemos estar fechados num ciclo mental de medo, mas a porta não está trancada e podemos abri-la a qualquer momento.

Não precisamos que ninguém abra essa porta, é a nossa mão que tem a capacidade de a abrir e de aceitar a luz que está do outro lado.

Do outro lado não há nada para mudar, contudo, a calma e a sabedoria desse amor mudam o que precisa ser mudado, inspiram mudanças criativas e inundam de aceitação o que não muda.

Estás disposto(a) a abrir mão do medo e abrir a porta?

Imagem: Google

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