Abrir o coração

Às vezes não imaginamos que um medo, tem outro escondido.

E que seguir o primeiro medo é deixar o segundo bem escondido, para que continue a envenenar toda a nossa experiência.

Seguir o que nos causa menos stress é um lema que eu tenho tido para mim, e acho que sempre tive.

Houve uma altura em que achei que enfrentar de frente o medo, mesmo criando stress no início era o melhor. E isso ainda gerava mais medo e ansiedade.

Fazer as coisas ao nosso ritmo é respeitar o nosso tempo. Se gera stress, pode simplesmente ser um sinal para abrandar, para ponderar.

Seguir o caminho de menor stress significa que quer façamos ou não algo, isso implica uma maior paz interior. Não se trata de fugir de situações, de não arriscar. Quando fazemos isso não ficamos em paz, não foi uma escolha de menor stress, mas sim uma máscara para o stress que continua a envenenar o mundo pessoal.

As novas escolhas que fazemos desta forma podem mostrar-nos um novo universo. Podem mostrar-nos mais medos que não queríamos enfrentar antes, e podem também nos oferecer uma paz com a libertação dos mesmos.

Não podemos continuar a viver e a esconder as nossas fragilidades de nós próprios. A fugir a determinadas situações só porque “não sabemos lidar com elas”. É preciso ter coragem para fazer algo diferente, algo que até não esperavam de nós, algo que nem nós esperávamos de nós, mas que nos dá um conforto interior, mesmo no desconhecido.

A mente tem medo do que não conhece.

A mente tem medo de arriscar novos cenários, quando eles implicam filmes mentais que rodam películas do passado. Novas escolhas podem mudar o passado, transformar o presente e recriar o futuro.

Só temos que nos abrir a isso!

Mesmo sem nos apercebermos, seguimos caminhos que finalmente nos abrem os horizontes e nos permitem conhecer partes de nós que estavam bem escondidas. Partes que são bem mais bonitas do que já tínhamos contemplado. Reconhecemos em nós capacidades e sentimentos que apenas imaginávamos possíveis, mas que não nos permitíamos viver por enquanto.

Hoje ouvi uma frase sobre o momento de se ser espiritual ou não, e que quando as coisas se complicam, não é momento de se ser espiritual, é tempo de ser prático.

Será possível separar a espiritualidade do simples ou do complicado? Será possível aniquilar o espírito que habita em nós em pensamentos e ações que nem sabemos de onde partem e para onde vão?

Esse espírito que nos anima não será bem mais inteligente que uma mente limitada às suas memórias?

Deixarmo-nos guiar pelo espírito é deixarmo-nos guiar pela nossa própria natureza. Não é difícil, é ouvirmo-nos.

O que sabe bem?

O que nos apetece?

O que seria melhor neste momento?

Começar por seguir passos simples, aqui e agora, abre o coração!🙂

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