O que é importante para nós

É fundamental que tenhamos a perceção do que ressoa connosco. É fundamental parar e escutar o coração.

Faz parte do caminho encontrarmos bifurcações e, quem sabe, escolhermos aquela que nos parece a melhor. Contudo, quando continuamos a percorrer o trilho escolhido, reparamos que o bem-estar interior não se expande… ou expande-se às vezes, mas mantém partes bem contraídas e não conseguimos que elas se expandam naturalmente nesse trilho.

Voltar para trás? Não… o trilho que escolhemos foi o mais perfeito naquele momento, e reconhecer que existem partes que não estão confortáveis na viagem faz parte do objetivo: libertar a mente das suas amarras, libertar a mente das ideias de separação, de dificuldade, de esforço.

Quando isso acontece, é natural que o trilho se mostre diferente, é natural que encontremos novas bifurcações, assim como é natural não ver nenhum caminho concreto e apenas viver no espaço que o caminho toma hoje.

O destino é invariavelmente o “Céu”, a paz e o amor. Independentemente dos desconfortos, das escolhas, do tempo que demore.

E se trouxermos o “Céu” para o caminho agora?

Isso também pode parecer desconfortável no início. O que antes parecia desconfortável e pedia uma mudança, é agora o conhecido, o mais fácil, o menos desafiador. O novo pode não se mostrar e pode parecer desconhecido, pode até parecer que nem existe e que apenas um abismo se aproxima.

Estamos dispostos a abraçar os abismos do nosso caminho?

Para mim, abraçar os abismos não é mais do que acolher o momento presente, com tudo aquilo que ele tem para oferecer.

Cansei-me de teorias, de ensinamentos, de regras, de ditames deste e daquele. Todas as pessoas têm uma ideia, e acredito que são sempre bem intencionadas – especialmente quando é da família, quando são amigos próximos. Mas será que os caminhos deles são iguais ao nosso? Poderemos aceitar as ideias do caminho do outro, quando o nosso ainda está por descobrir? Isso é original ou é seguir novamente um modelo pré-estabelecido, sem descobrir o brilho do nosso coração?

Claro que os outros podem despertar a nossa essência em vários sentidos, mas não podem percorrer o nosso caminho. A forma como eles o sugerem, ou as ideias que dão, fazem parte da sua forma de ver o mundo. Será a mesma forma que temos de ver e experimentar o nosso mundo?

E quem tem razão? Todos e ninguém! Não há verdades absolutas, mas é tão importante sabermos o que ressoa com o nosso coração agora. E pode ou não ressoar com o coração dos outros. Isso não é importante! O importante é ressoar com o TEU CORAÇÃO!!!

Amanhã vais mudar de ideias? O que interessa? Alguém vai percorrer o caminho por ti? Alguém vai viver as tuas dúvidas ou certezas? É impossível, estão dentro de ti!

Num mundo cheio de certezas, de regras, de ideias, nem sempre parece fácil seguir a voz de um coração que não segue a linha de pensamento a que estamos habituados… mas quem é que está habituado a quê? Somos apenas nós que nos limitamos a pensar seja o que for.

Quem é que IMAGINA o que os outros pensam? Quem é que acha que isto ou aquilo está certo ou errado? Quem é que diz que é possível ou impossível?

Só a nossa mente limitada a ideias do passado. Mas o coração é mais forte do que qualquer ideia limitada. E o caminho oferece-nos todas as oportunidades para tomarmos consciências das ideias limitadas e de nos libertarmos delas, abraçando as possibilidadas, desfrutando da jornada e saboreando os momentos de luz, alegria e amor.

Sabes o que é importante para ti hoje? Pergunta ao teu coração! Ele sabe!

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