Escolher o amor

O curso (UCEM) diz que apenas temos uma escolha a fazer em cada instante: regressar ou não ao estado natural de amor.

Amar os outros é natural em nós, escolhemos ou não seguir a nossa essência.

Quando não o fazemos, não é apenas aos outros que não amamos, mas a nós mesmos. Aliás, quem sofre quando não ama? Aquele que priva o outro do amor ou o outro?

Nós nunca sabemos o que se passa com o outro, mas sabemos o que se passa dentro de nós. Não somos responsáveis pelas acções e pensamentos dos outros, mas somos os únicos responsáveis por nós: somos responsáveis pelo amor que damos e pelo que recebemos.

A escolha de ver ou não amor é nossa. A escolha de fazer algo através do amor ou não é nossa.

Num relacionamento, quando escolhemos ficar chateados ou zangados com o outros, é porque vimos o outro culpado e essa é a nossa forma de vingança contra ele. Já observou este processo de pensamento interior? É de doidos!! É que quem está zangado e a poluir a relação com sentimentos de culpa?

Claro que podemos dizer que o outro faz isto, pensa aquilho, diz aquilo. Mas quem escolheu não ver o outro com amor? Quem escolheu os pensamentos de desamor em vez de escolher ver para além dos comportamentos?

Eu sei que a mente nos diz que “não podemos ser só nós a dar o braço a torcer”, que “não podemos ser só nós a ceder”, que “o outro também tem responsabilidades”, que “o outro tem que pensar no que diz e faz”, e mais uns quantos devias para o outro.

Mas esses pensamentos tornam os nossos relacionamentos felizes????

Como seria a nossa visão dos nossos pais se escolhessemos o amor?

Como seria a nossa visão e o nosso relacionamento com os nossos filhos se deixassemos de lado as estruturas mentais de medo e culpa?

Como seria o nosso relacionamento com os nossos parceiros se deixassemos de lados as necessidades de aprovação/controlo/segurança?

Como seria o nosso relacionamento connosco, se deixassemos de nos ver limitados e pequenos, incompletos e cheios de necessidades que só os outros podem preencher?

É que escolher o amor não é escolher dizer SIM a tudo e todos. Escolher o AMOR é escolher dizer SIM à nossa VERDADE, à verdade que é partilhada por todos e que sabe, intuitivamente, o que é melhor em cada momento: um sim, um não, um não sei… um sorriso, uma acção, uma palavra…

As nossas ideias de AMOR estão poluídas por crenças loucas e insanas sobre nós mesmos. É preciso abrir mão delas e olhar para um novo horizonte de liberdade, poder e carinho!

É preciso escolher de novo, é preciso escolher regressar a casa, onde nos sentimos bem, em paz e em segurança uns com os outros.

É preciso escolher o espírito que habita em nós, mesmo quando os corpos parecem viciados com pensamentos e comportamentos nocivos e que parecem estar longe do amor.

É preciso responder a cada pedido de AMOR, com AMOR!

E não é preciso que os outros respondam primeiro ou escolham primeiro. Não é preciso sequer que os outros escolham, é preciso começar por dentro, pela MENTE que desperte primeiro para a verdadeira escolha a fazer!!!

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