Mais conversas de amigas

Hoje, o tema da conversa levou-nos a observar as diferenças de comportamento entre homens e mulheres.

Será que os homens pensam mesmo de forma diferente das mulheres?

Não sei!!

E sinceramente não estou muito preocupada se pensam ou não. Descobri que o mais importante é sermos sinceras.

Quando queremos dizer algo, dizemos. Ah, e dizemos o que queremos dizer, e não apenas uma coisa rápida que subentende o que realmente queríamos dizer.

E quando nos fazem perguntas, por mais estúpidas e óbvias que nos possam parecer, respondemos sinceramente.

Dizer “Isto é importante para mim”, não significa que seja importante que a outra pessoa nos acompanhe ou não. Dizer “Significa muito para muito que me acompanhes, porque isto é importante para mim” é outro tipo de informação.

Na minha experiência, a falta de ABERTURA, não é apenas um problema de homens e mulheres.

Quantas vezes não nos abrimos a dizer a verdade nos relacionamentos apenas com medo de sairmos magoados?

E quantas vezes dizemos que dizemos a verdade, mas a verdade é que apenas dissemos algo que nos pareceu a nós ter dado tudo a entender?

Sermos sinceros é saber como nós pensamos e como funcionam as nossas emoções. Tomar consciência dos mecanismos de defesa ao amor.

Nós não temos medo de nos magoarmos. Nós temos medo de sermos amados sem limites, sem medidas e sem defesas.

Defendemo-nos a todo o custo do amor. E não parece! Parece que nos sentimos sozinhos, abandonados e que as pessoas não gostam de nós.

E isso não é pessoal. É apenas assim que algumas mentes funcionam. São apenas alguns pensamentos comuns que surgem na nossa mente.

Medo do amor está presente em todas as mentes (só há uma mente… mas isso são conversas para outra altura). A forma como nos deixamos influenciar por este medo é que pode mudar de formas. “Um Curso Em Milagres” explica esta estrutura mental de uma forma muito clara, e se realmente perdermos o medo de olhar para a forma como pensamos habitualmente, damos conta que normalmente estamos sempre a defender-nos.

E se formos bem fundo nisso, do que temos verdadeiramente medo???

É que se já sabemos o que é ser magoado. É que se já conhecemos a sensação de estar sozinho ou abandonado, já não temos medo disso.

Aliás, um dos mecanismos da mente é: “não me vais magoar outra vez, prefiro ficar sozinha a deixar-te fazer isso outra vez.”.

Então, a mente continua no mesmo ciclo, a reciclar o mesmo medo: ser amada/o!!!!

Se já conhece isso, o que tem a perder se se der? Se se permitir ser amada/o?

A comunicação entre os seres humanos pode ser muito mais aberta, muito mais sincera e eficaz, se começarmos a conhecer como a mente funciona e nos dermos uma oportunidade para não acreditar nestas estruturas doidas de defesa.

Existe uma outra forma. Não há problema em sermos sinceros e nos abrirmos aos outros. Não há nada a perder.

O AMOR só cresce, a cada momento em que nos permitimos entrar nele, ele cresce. Nunca se perde, não se transforma. Só se expande!!!

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