O meu lugar de repouso

Quando não me sinto bem, quando a irritação vem à consciência e quando tenho vontade de “descarregar” em alguém, existe um refúgio em mim que me acolhe. Onde posso ficar sossegada, simplesmente em silêncio, à espera que passe.

Em tempos tentava fazer alguma coisa para que a irritação, a mágoa, o medo ou seja o que for passasse. Hoje, deixo-me apenas ficar com isso, neste lugar de repouso em mim.

O que tiver que vir à minha consciência para eu perdoar vem. Estou disponível para questionar qualquer pensamento, qualquer “verdade” que aceitei em tempos.

E dessa forma sou muito mais amorosa comigo e com os outros.

Deixo que o Espaço e o Silêncio possam curar as feridas, não as ocultando, não fugindo delas ou tentando expô-las, simplesmente dando espaço para que elas possam estar Presentes, para que possam finalmente ser libertadas.

Quando não queremos olhar ou quando queremos justificá-las, é porque são importantes, são reais para nós. É porque, de uma forma ou de outra, nos afectam.

Quando permitimos que as feridas estejam presentes, sem permitir que nos afectem, e sem tentar com que não nos afectem. Apenas deixando que venham como ondas, onde nós somos o mar… (ou desempenhamos o papel de mar)…

As mágoas passam, desfazem-se na areia da presença em nós… permitem que o amor possam enfim tomar o seu lugar de direito, a nossa herança natural.

E amor É! Simplesmente… É nesse lugar de repouso. É em todos os momentos.

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