Queremos muitas mudanças, mas estamos dispostos a mudar?

Quantas vezes nos iludimos com publicidades de mudanças rápidas a todos níveis, com programas que prometem uma mudança momentânea e satisfatória na nossa vida, que nos prometem que vamos ter tudo o que queremos? Na minha experiência, as mudanças acontecem naturalmente quando estamos dispostos a mudar POR DENTRO. Quando estamos dispostos a abandonar as ideias que nos fazem sofrer, a questionar as nossas verdades interiores e a abrir a nossa mente para algo mais profundo em nós.
Ter coisas, conseguir resultados, o que é isso quando por dentro não existe uma paz e uma tranquilidade que nos abrace a cada instante?
Melhorar a nossa vida? O que é isso quando não melhoramos a forma como nos vemos, como vemos os outros e o mundo?
Queremos muitas mudanças, mas estamos dispostos a mudar?

No meu percurso, até me tornar coach, conhecer “Um Curso Em Milagres” e dedicar-me verdadeiramente à mudança de atitude interior, também encontrei muitos programas que me fascinaram, muitas “histórias” que me deixaram inspirada a mudar a minha vida, muitas ideias que me prometiam ter e conseguir o que eu não conseguia até ali.

Contudo, aquelas mudanças que eu realmente desejava não aconteciam: estar em paz com determinadas pessoas e situações. Isso sempre foi algo que se foi mantendo… mesmo com mudanças exteriores que eu fosse empreendendo.

Também ouvi muitos apoios para mudar as condições exteriores, e felizmente, sempre tive muitos apoios que me levaram a olhar para dentro e a mudar a minha atitude face à vida.

Não acredito que consigamos ser felizes a ter raiva de alguém, a lembrarmo-nos das mágoas do passado, a escolher pessoas para estar mais perto de nós e a afastar outras.

Porque haveríamos de fazer isso?

Em termos práticos, afasto-me do perigo, enquanto, ao mesmo tempo, liberto em mim a necessidade de ver perigo na minha vida.

Na minha experiência, nada acontece que não seja para ser libertado. Que não seja para ser visto com amor em vez de medo.

Estamos habituados a reagir com medo a tudo.

Estamos habituados a pensar com um sistema de pensamento baseado na separação: separação de corpos, separação de mentes e separação de interesses.

Teremos realmente interesses separados? Ou será que TODOS temos o mesmo interesse: ser felizes?

Será que estamos dispostos a ver as pessoas que “nos fizeram mal” com amor?

Estamos dispostos a esquecer todas as mágoas do passado e ver tudo e todos através da paz interior, sem ressentimentos e mágoas escondidas?

Estamos mesmo dispostos a amar, independentemente dos comportamentos, das palavras?

E será que poderemos ser realmente felizes antes disso?

Quando estamos ressentidos com alguém, como nos sentimos?

Quando estamos chateados, magoados, como nos sentimos?

Quando estamos com raiva do que não deveria ter acontecido, como nos sentimos?

Por acaso todas essas sensações não estão JÁ dentro de nós?

E a quem cabe a decisão de sentir e pensar de outra forma? Aos outros? Que não podem, de forma alguma, controlar o que sentimos?

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