"Nada real pode ser ameaçado. Nada irreal existe. Nisso está a paz de Deus." ~ UCEM

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Let go and let God

“Tu realmente acreditas que podes fazer uma voz capaz de abafar a Voz de Deus? Realmente acreditas que podes imaginar um sistema de pensamento que possa separar-te Dele? Realmente acreditas que és capaz de planejar a tua segurança e a tua felicidade melhor do que Ele? Tu não precisas ser nem cuidadoso, nem descuidado; precisas simplesmente lançar sobre Ele os teus cuidados, porque Ele tem cuidado por ti. Deus cuida de ti porque te ama. A Sua Voz lembra-te sempre que toda a esperança é tua devido ao Seu cuidado. Tu não podes escolher escapar do Seu cuidado porque não é essa a Sua Vontade, mas podes escolher aceitar o Seu cuidado e usar o poder infinito do Seu cuidado a favor de todos aqueles que Ele criou através dele.”

Um Curso Em Milagres, C5, VII. 1:1-7

 

Imagem: Google

 

É possível que tu leias isto e sintas a mesma resistência que eu senti ao ler as primeiras vezes e que às vezes sinto, no dia-a-dia, quando a necessidade de “assumir o controlo” pela vida surge.

Na minha experiência, deixar que Deus cuide de nós não é abrir mão daquilo que nós achamos que é importante na nossa vida: não é deixar de trabalhar, não é deixar relacionamentos ou não ligar às pessoas, não é abandonar projetos que nos inspiram, não é abandonar a vida que achamos que é real neste momento. É entregar as nossas ideias, os nossos pensamentos, os nossos julgamentos e as nossas expectativas ao nosso Ser.

Temos a ideia de que só aquilo que percecionamos com os nossos sentidos físicos é real, e entregar a nossa vida ao nosso Ser, pode parecer algo do outro mundo e temos medo de o fazer.

Acreditamos piamente que temos o controlo do mundo nas nossas mãos e adoramos quando vemos algo que nos promete o comando das nossas vidas. Quem não gosta?

Esquecemo-nos que aquilo que controlamos, nos controla a nós!

E se não fosse preciso controlar?

Tenho tido algumas conversas nos últimos dias sobre alcançar na vida o que queremos, mudar crenças, “equilibrar o ego”, mudança de perspetivas… e tenho chegado sempre à mesma conclusão: tentamos de tudo para fugir aos nossos medos e adoramos os pensos rápidos para resolver rapidamente os problemas.

Mas tiramos tempo para observar a forma como lidamos interiormente com os problemas? O que eles realmente significam cá dentro?

Eu não acho necessário esmiuçar um problema, mas acho importante reconhecer o que penso e sinto sobre o mesmo. É apenas isso que eu posso entregar ao meu Ser.

O problema em si é neutro, é uma situação que apenas foi carregada de um significado dado por mim. E é esse significado que me faz ver a situação como um problema!!

Antes mesmo de nos atravermos a entregar o “problema” e o seu significado ao nosso Ser, já está a nossa mente com todas as justificações para não o fazer: mas isso não vai resolver o meu problema, o que eu quero é uma solução prática, eu estou neste mundo físico e por isso tenho que resolver as coisas!!!

E dito isto, onde está o lugar para Deus? Onde está o lugar para a resolução? Não há!!!! E limitamos a resolução do problema aos significados que temos dentro de nós, que vêm das nossas crenças e limitações do passado.

E Deus não está dentro de nós? CLARO QUE ESTÁ! Onde haveria de estar?

A questão é que nem sempre damos espaço a essa sabedoria dentro de nós, porque estamos demasiado entretidos com as regras deste mundo, que vivem em nós e que, por as testemunharmos na experiência achamos que são verdades absolutas.

Vou deixar-te um exemplo.

Estás chateado/a com alguém porque essa pessoa fez algo que não devia ter feito. Quem fez a regra: “ela não devia ter feito isso”?

Se abrires a mente à ideia de que existe uma outra versão da história do que aquela que estás a ver através dos teus filtros de perceção, abres espaço para Deus. Contudo, não decidas qual é a nova perceção. Estás a colocar os teus filtros novamente.

Abre-te apenas a uma nova versão. E ela chega… sem pressas, sem controlo e com uma visão renovada.

Pela minha experiência, uma visão muito mais amorosa. E muitas vezes, uma visão silenciosa.

O que é isto de visão silenciosa?

Para mim é não julgamento. Não porque eu decido que não vou ligar ao que a mente diz sobre o assunto, mas porque a mente não diz mesmo nada. E nesta aceitação silenciosa do que é, se houver alguma ação a ser tomada ela surge.

Não deixamos de viver! Não penses que vais vegetar! Vais ser muito mais alegre! :) E as tuas ações serão imbuídas de uma alegria que realmente não é deste mundo. Apenas porque associamos este mundo a regras limitadas, que vivem do passado para alimentar um futuro, e se esquecem de viver o presente, solto de ideias, conceitos e modelos!

 

Intuição: sim ou não?

Como saber se aquilo que nos surge interiormente é intuição ou não?

Eu diria que esta pergunta já é complicada demais… e que qualquer resposta será apenas uma teoria, ainda mais complicada que a pergunta.

Então, para simplificar: não sabemos. Escolhemos seguir o que nos parece certo dentro de nós. E o que parece certo dentro de nós pode não seguir as crenças e os valores a que estamos habituados e muito menos as crenças e os valores que fazem sentido para os outros.

Simplificar é simplesmente viver com aquilo que nos parece certo, com aquilo que nos traz paz.

Se nos faz sentir medo, rancor, mágoas, culpa… será intuição?

Eu continuo a responder não sei… mas não faz sentido para mim. Faz para ti?

Só tu sabes como a intuição funciona contigo. Ninguém te pode dar essa resposta!

Quando procuras essa resposta noutra pessoa, estás a negligenciar a tua sabedoria, a tua intuição de saber o que é melhor para ti.

“Ah, mas o que é melhor para mim pode não ser melhor para os outros.” Como é que sabes? Conheces tudo?

Quando eu digo para deixarmos o coração falar, é deixar um bom-senso muito inteligente e sábio nos guiar.

É viver, sem nos preocuparmos se é intuição ou não é intuição.

Aliás, será que existe algo que não seja inspirado na nossa sabedoria?

 

Inspiração

Lembro-me do momento em que decidi criar um blog.

Estava a caminho da faculdade, no metro, a olhar para o exterior, para o verde dos campos, para o azul do céu… para as cores das pessoas que me rodeavam naquele momento.

“As minhas cores” foi o nome que dei ao blog.

A cor que damos a cada dia, que vemos nos outros, que vemos em nós próprios, pode não ter significado algum, ou pode ser uma forma de encararmos a vida com alegria, criatividade e deixarmos que a intuição se mostre a nós de alguma forma.

Desde que estudei o UCEM questionei muitas coisas na minha vida, interpretei muita coisa mal, libertei-me de muitos fantasmas, mas descobri algo, nas últimas semanas que é mais importante do que qualquer coisa que possamos assimilar de fora para dentro: o que está dentro de nós é sábio, inteligente e leva-nos sempre na nossa direção.

Qual é a nossa direção? É a direção que a vida tem para nós a cada instante.

Lembro-me de não saber nada de desenvolvimento pessoal, de não conhecer absolutamente técnica nenhuma, e de viver o dia-a-dia, chorando as tristezas, sorrindo e celebrando as alegrias.

Lembro-me de estabelecer objetivos, sem precisar de escrevê-los ou visualizá-los, esquecendo-os enquanto vivia a vida que tinha a viver no momento, e de os objetivos se encaminharem até mim sem esforço.

Não teremos já uma saberia interior que apenas precisa ser validada e aceite?

Você, já não teve momentos de pura inspiração na sua vida?

E a inspiração pode não ser para fazer grandes coisas. A inspiração não precisa ser para criar grandes obras de arte ou grandes projetos.

A inspiração leva-nos a viver o dia-a-dia com cores diferentes. É a inspiração que anima as nossas conversas, que tempera os nossos cozinhados, que adoça os nossos carinhos, que soluciona problemas na escola, que encontra formas de incentivar os filhos a estudar e a gostar de o fazer, que traz um canto acolhedor e sossegado ao nosso lar, que tranquiliza através de um olhar, de um toque ou de uma palavra.

Estar inspirado é estar em espírito. É reconhecer a parte infinita, cheia de amor e sabedoria dentro de nós e operar através dela… ou deixar que o espírito opere através de nós. Somos um só!

 

Sabedoria de cada um

O que acontece quando todos queremos ensinar uns aos outros como viver a vida – o quê e como pensar, o quê e como dizer, o quê e como fazer?

Onde fica a sabedoria de cada instante? Onde fica a sabedoria do Ser a manisfestar-se em cada um de nós?

Só podemos partilhar a nossa experiência, não nos podemos colocar no lugar do outro e viver a vida do outro!!

E somos muito mais felizes assim!!! E os outros têm a liberdade de ser felizes assim!!!

É fácil acharmos que o que funciona para nós, é o que funciona para os outros.

É fácil lermos algo e acharmos que não tem nada a ver connosco.

É fácil acharmos que a nossa interpretação é a única que existe e que apenas a forma é importante, descurando a experiência que está para além do que é dito ou feito.

Se há algo que tenho vindo a aprender é que cada um de nós tem uma sabedoria inata. Tudo o que faz é perfeito, não comete erros?

Claro que não!!!

Mas quem são os outros para julgar?

Não erram?

É verdade que existem consequências, e é óbvio que todos sabemos disso – e quando não sabemos ou não queremos saber, a experiência vai tratar de nos informar!

O que não existem é ações erradas, no momento errado. Tudo é perfeito como é, mesmo um erro, para que possamos aprender com ele.

A experiência de cada um torna-se rica pelos erros que cometemos, pelos sucessos que almejamos, e pela experiência interior que cada situação tem o potencial de nos oferecer. Dar tanto valor às formas apenas nos limita a encontrar a felicidade e a perfeição nas mesmas. Contudo, para mim, a experiência, é interna. E só dentro encontramos a felicidade e a perfeição, seja isso o que for para cada um de nós.

Ter a pretensão que sabemos o que é, e que o que é para mim é igual para si… epah…

Acredito que a experiência do AMOR INCONDICIONAL seja a mesma para todos nós, mas também sei que a forma em que se expressa vai ter muitos nomes, muitas situações e muitas palavras diferentes. O que importa?

Eu sinto-me feliz? O outro sente-se feliz? Fantástico!!

Eu não me sinto feliz, mas o outro sente-se? Fantástico para ele, eu é que tenho que fazer o meu trabalho interior!

Eu sinto-me feliz e o outro não? Fantástico! Posso ajudar de alguma forma? Sim? Diz-me como. Não? Ok!

Torna-se tão mais simples.

A nossa sabedoria

Todos possuímos uma sabedoria ilimitada e 100% correta para nós.

Essa sabedoria relembra-nos o melhor para nós a cada instante, inspira-nos com ideias, mostra-nos novos caminhos, oferece-nos uma nova visão dos outros.

A cada instante temos acesso a um número infinito de soluções, desde que a nossa escolha seja viver em paz e harmonia, desde que a nossa escolha seja ser feliz e não controlar.

Existe uma parte de nós que “acha” que sabe o que é melhor para nós, quer imensas coisas, reclama de outras tantas, e corre desenfreada na procura de uma mudança que lhe vá dar a felicidade. Contudo, essa parte vive a vida ou apenas tenta controlar o incontrolável?

Há um voz, umas vezes mais forte, outras mais suave, mas que se mantém no nosso interior, a cada instante, à espera de ser ouvida, com um amor infinito e incondicional. Para mim, ouvir esta voz, ou sentir a sua sabedoria ou ver as suas imagens (cada pessoa tem a sua forma de ver/ouvir/sentir/SABER), é algo que me oferece conforto e paz. E queremos algo mais do que paz?

Se se sentar em silêncio CONSIGO, vai ver que a paz vai abraçá-lo de uma forma tão carinhosa, que não querer outra coisa além desse amor, desse conforto, dessa delicadeza, desse cuidado.

Ao longo dos últimos anos tenho descoberto que não existem livros, não existem ferramentas, não existem ensinamentos, que possam substituir o nosso saber interior. Não existe nada fora de nós, nem ninguém, que nos possa dar as soluções para a nossa vida. Enquanto procuramos fora, estamos a esquecer o SER mais importante que habita o nosso coração.

Não temos nenhum caminho específico a seguir, não tenho ensinamentos a seguir, não temos regras a cumprir, além daquelas que o nosso coração nos indica. E cada um, vai encontrar o seu caminho perfeito, que encaixará na perfeição com o caminho dos outros, de forma a evoluirmos a nossa consciência enquanto SER, de forma a acordarmos para o AMOR, a BELEZA e a ETERNIDADE em cada um de nós, como um todo.

Confie em si. :)

 

 

O Amor da Mente Sábia

Quantas vezes achamos que temos que mudar n coisas em nós?

Temos que mudar o que pensamos, o que pensamos, o que fazemos… nunca estamos de bem connosco.

Uns dias acordamos bem dispostos e tudo parece estar bem. Até aparecer o primeiro imprevisto ou até à manhã seguinte.

Um dia até dizemos que acordamos bem dispostos, mas o tempo é que está cinzento, a economia em crise e os outros mal dispostos.

Será vida vivermos completamente dependentes do que acontece? Será vida a nossa disposição interior andar sempre numa montanha russa?

Na minha experiência, a paz é o meu estado natural e o seu também.

Acreditamos que as emoções são extremamente importantes e são elas que dão o sentido à vida. Mas será mesmo assim?

Serão as emoções que dão sentido à vida, ou somos nós que damos uma interpretação às emoções de forma a darmos significado às experiências pelas quais passamos?

Nós estamos sempre conscientes de tudo aquilo que nos acontece, e quando nos descolamos do frenesim emocional que se vai desenrolando dentro de nós, descobrimos uma dimensão de paz, um estado de amor profundo, que não se compara a qualquer emoção que vive momentaneamente.

As emoções vivem de memórias, o AMOR e a paz vivem do AGORA. É como se existisse uma Mente Sábia em todos nós, que vive do AMOR e para o AMOR, mas que apenas pode ser acedida AGORA. Esta mente sábia não vive de memórias nem de emoções, vive na sabedoria de saber quem somos.

Esta mente sábia está sempre presente e vê tudo através do amor. Talvez não o amor a que estamos habituados, talvez um amor que nem sequer tenha uma definição.

Contudo, é dela que vem a inspiração, a criatividade genuína e a verdadeira união com a vida e com os outros.

Largar o apego às memórias, observar e soltar o conflito emocional, é um dos caminhos mais simples para deixar o caminho livre e aberto para a sabedoria que existe na nossa mente.

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